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A importância do consumo de carne vermelha

Data: 20/08/2015

Diariamente somos bombardeados com notícias de interesse muitas vezes duvidoso, sobre os benefícios ou malefícios dos mais variados alimentos. Nós consumidores estamos expostos aos interesses do mercado, que tenta manipular nosso comportamento por meio das mídias, que a cada dia tomam ainda mais espaço em nossas vidas. Muitas vezes convicções estapafúrdias de "especialistas” que fazem das suas teorias, verdades absolutas.

O consumidor deve se atentar para os modismos não comprometer o equilíbrio da sua dieta, saúde e o prazer da boa mesa. O equilíbrio deve ser a tônica a nortear a dieta e a saúde humana; livre de excessos e radicalismos.

O mito
 
Dias atrás me deparei com uma matéria responsabilizando a carne vermelha como a grande vilã da alimentação humana, provocadora de infindáveis males à saúde, como o colesterol, obesidade, hipertensão arterial e até o câncer. Mas qual o fundamento e o que verdadeiramente há por trás de tais afirmações? De fato, o advento das mídias digitais tem permitido o acesso a uma enxurrada de convicções passionais, sem base científica que respaldem estas pseudo-teorias e que, pelo volume e acessibilidade, acabam deixando de lado o trabalho sério realizado por pesquisadores já há muito tempo. Anos e anos de pesquisas e investimentos são colocados na vala comum dos mecanismos de busca e das enciclopédias virtuais.
 
De qualquer modo, precisamos ter em mente que existem alimentos fundamentais à saúde humana e dentre estes: a carne vermelha, importante fonte de proteínas, minerais, vitaminas e ácidos graxos fundamentais à saúde humana. Somente uma porção de 100 gramas de contrafilé grelhado, sem gordura de cobertura, contém cerca de 30 gramas de proteína, baixo teor calórico (190 quilocalorias) e baixa concentração de colesterol (67 miligramas/100 gramas) e gordura (3,9 gramas/100 gramas). Contém elevados teores de proteína de alta qualidade e é rica em ácidos graxos essenciais, vitaminas do complexo B (tiamina, riboflavina, niacina, ácidos fólico e pantotênico, e vitaminas B6 e B12), minerais (K, P, Mg, Fe e Zn) e em aminoácidos essenciais. Possui ainda, alta concentração de ácido linoléico conjugado (CLA), composto associado à prevenção e combate de determinados tipos de câncer. Devido à multiplicidade de nutrientes em sua composição e à alta biodisponibilidade dos mesmos, a carne bovina é considerada um alimento de alta densidade nutricional para a alimentação humana.
 
Colesterol
 
Grande responsável pelo temor de muitos ao consumo de carnes vermelhas, o colesterol é tido como o grande vilão da alimentação humana; mas, ao contrário do que se pensa, sem a sua presença, a integridade da membrana que protege as células ficaria totalmente comprometida, assim como a síntese de vitamina D e dos hormônios sexuais; causando a diminuição nos níveis de testosterona e na libido nos homens, além da menopausa precoce nas mulheres. O colesterol é um álcool esteróide que no organismo se transforma em gordura, e tem tamanha importância para a vida, que o próprio organismo produz cerca de 70% de todo o colesterol circulante, devendo somente os 30% restantes ter origem na dieta.
 
A polêmica envolvendo o colesterol é decorrente do excesso de LDL (lipoproteína de baixa densidade), também conhecido como colesterol ruim e que em condições específicas, pode se acumular nas paredes das artérias, desencadeando a aterosclerose. Entretanto, existem outras lipoproteínas que compõe o grupo dos colesteróis e que são benéficas e fundamentais ao organismo humano; são elas: o quilomicron, VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade) e o HDL (lipoproteína de alta densidade), conhecido como o “bom colesterol” e que em grandes quantidades é muito favorável ao organismo, pois é carreado para a circulação e tem capacidade de promover uma limpeza celular.
 
Para não provocar danos ao organismo, a ingestão diária máxima de colesterol, propriamente dito, não deve exceder 300mg. E para aqueles que pensam em substituir a carne vermelha da sua alimentação neste período de festas, deve-se ter em mente que não se trata de uma tarefa fácil, tampouco barata. A complexa composição nutricional da carne vermelha imprime apurado acompanhamento nutricional, pois uma dieta isenta de carnes vermelhas pode colocar em risco a saúde humana.
 
Dose diária
 
Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), uma alimentação diária saudável deve ter de 10 a 15% de proteína, com uma ingestão diária de 90 gramas, devendo 50% ser de origem animal e somente o restante de origem vegetal.
 
Sem me abster da ironia, poderia dizer que a utopia da alimentação humana seriam “aquelas” rações vislumbradas nos filmes de ficção científica, em que uma “pílula” fornece todos os nutrientes necessários para a mantença do indivíduo durante o dia. Como isto é acessível somente aos “Flash Gordons” dos cinemas, e nós meros mortais, incapazes de fazer fotossíntese, estamos condenados a ingerir alimentos de qualidade e em quantidades adequadas; o que além de nutritivo é muito mais saboroso que meras pílulas alimentares.
 
Outra opção para aqueles que não apreciam os “prazeres da carne” vermelha e desejam eliminar a carne bovina da sua dieta e ainda assim manterem-se saudáveis; é fazer a substituição de um bife de 100 gramas por: 15 gramas de linhaça moída; 16 gramas de amaranto; 11,6 gramas de mix de folhas; 11 gramas de coalhada seca; 8,4 gramas de farinha de soja desidratada; 7,1 gramas de semente de gergelim; 6,9 gramas de lentilha; 6 gramas de pêssego desidratado; 3 gramas de frutos do mar.
 
Como percebemos, não é nada fácil substituir as carnes vermelhas da nossa dieta; desta forma, a carne bovina é e sempre será uma excelente fonte nutricional, à qual devemos trabalhar arduamente para que se torne acessível a todas as populações do mundo. Não se trata de uma questão de estilo de vida, mas de sobrevivência. Muito além de modismos ou tendências “humanitárias”, a fome deve ser combatida e a carne bovina é talvez o mais nobre dos elementos desta batalha.
 
Quase insubstituível, a carne bovina é saudável, saborosa e geradora de renda. Portanto: nas festas de final de ano, em confraternização com a família e amigos: coma carne; a sua saúde agradece.
 
Tabela
 
Autor:
Marcos Rezende
Medico Veterinário e Diretor Técnico da Ourofino Agronegócio
fonte:
www.diadecampo.com.br
http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=25980&secao=Sanidade%20Animal
 
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